Este é o Blog Oficial da Escola de Natação do Clube Atlético de Regueira de Pontes.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Natação para bebés

UNS CHAMAM-LHE NATAÇÃO PARA BEBÉS, OUTROS ADAPTAÇÃO AO MEIO AQUÁTICO, HÁ AINDA QUEM FALE EM NATAÇÃO PRECOCE OU INFANTIL, SEJA QUAL FOR A DESIGNAÇÃO, O OBJECTIVO É SEMPRE O MESMO… BEBÉS, ALGUNS AINDA SEM SABER ANDAR, APRENDEM A MEXER NA ÁGUA COM O À-VONTADE DE QUEM NUNCA FEZ OUTRA COISA NA VIDA, FLUTUAM, CHAPINHAM, MERGULHAM E DIVERTEM-SE À GRANDE.

NATAÇÃO PARA BEBÉS

O objectivo não é aprender a nadar, mas sim favorecer a relação do bebé com o meio aquático: aceitar a água nos olhos, no nariz e na boca, bloquear a respiração e colocar-se na posição vertical e horizontal. Durante nove meses de gestação o bebé está envolvido em líquido, assim o banho é-lhe familiar e constitui um motivo de prazer. Contudo, contrariamente ao que é comum pensar-se, os bebés não sabem nadar quando nascem e os movimentos sucessivos que fazem dentro de água ainda não estão coordenados e são involuntários pois ainda não têm a actividade motora organizada, é escusado pensar que um miúdo de quatro anos sairá de uma piscina a nadar.

O objectivo principal é o desenvolvimento de carácter lúdico, educativo e aprendizagem do bem-estar. A partir daqui, o desenvolvimento normal biológico será muito melhor e mais equilibrado. A idade mais aconselhável de iniciar a adaptação ao meio aquático é por volta dos cinco meses. A partir dos quatro anos inicia-se o desenvolvimento da primeira técnica. Os benefícios da prática regular deste tipo de actividade são etiologias diversas e reflectem-se em vários níveis do desenvolvimento: psicológico e fisiológico. Um dos objectivos primordiais é o desenvolvimento progressivo da criança que permite quando ele começar a coordenar os movimentos que comece a nadar com facilidade.

O desenvolvimento motor é outra das vantagens: ao aliar o carácter lúdico ao treino físico, as aulas de Natação facilitam o crescimento das crianças, contribuem para uma organização mais harmónica dos movimentos e estimulam a motricidade, facto porque dentro de água a gravidade é menor, o que facilita os movimentos.
Por ser bastante benéfica a frequência de ida à Piscina é aconselhável a crianças com atrasos no seu desenvolvimento motor ou problemas ao nível do aparelho respiratório e se necessitarem da sua estimulação. Em termos sociais esta prática é importante pois favorece e cria união e boas relações com os colegas mesmo nos balneários quando promove a proximidade física e afectiva. Por fim o último objectivo, a aprendizagem técnica, uma vez que a criança desta idade ainda não coordena os movimentos com a respiração é impossível aprender as técnicas de Natação, mas começa aqui a aprender as noções básicas.

Em Portugal há cada vez mais alunos nas aulas de Natação e prevê-se que este número aumente consideravelmente, pelo que todos os anos o número de praticantes é cada vez maior. Mesmo aqueles que praticam desportos passivos ou por exemplo desportos radicais, procuram esta modalidade para poderem praticar desportos ligados ao meio aquático.

Neste concelho como em todos os outros morrem crianças por afogamento nos rios, praias, piscinas, mares e lagos o que leva a muitos pais inscreverem os seus filhos nesta modalidade desportiva como precaução para o futuro, o que por vezes muitas mães dizem como exemplo “o meu filho desenrasca-se sozinho”. Mas de facto as estimativas nacionais de óbitos por afogamento no nosso país ainda são bastante elevadas. Tentar evitar é difícil mas é mais fácil prevenir em todos os aspectos, em que o risco de afogamento é mais difícil quando o seu filho pratica natação.

Pratique Natação, pois será mais saudável crescendo, desenvolvendo e prevenindo-se. Irradiar o desporto em qualquer idade é simplesmente perder anos de vida. A Natação é o desporto mais completo desde o ponto de vista competitivo e o mais recomendado do mundo pelos especialistas da medicina. A natação favorece o encontro entre os bebés em clima de sinceridade e alegria, permite-lhes conhecerem-se melhor, estimarem-se despertando neles o sentido de solidariedade, o gosto da acção, generosa e desinteressada, dando uma nova dimensão à fraternidade. Este desporto solicita permanentemente todos os membros superiores e inferiores desenvolvendo toda a massa muscular. O meio aquático é muito favorável ao trabalho muscular e muito benéfico ás crianças e adultos que sofrem de dores nas costas, deficiências respiratórias, cardiovasculares, dores reumáticas, problemas posturais e stress (doença do século). Existem várias formas de praticar a natação: Natação para bebés Natação Pura; Iniciação à Natação; Manutenção; Hidroterapia; Hidroginástica e Competição. Os pais podem ajudar pela forma como valorizam a presença dos filhos no ambiente desportivo que eles escolheram; Pelos comentários que fazem acerca da participação do filho na prática desportiva e em particular pelo realismo e adequação das expectativas que os ajudam a criar, através da sua acção e das suas palavras; Pelo significado que atribuem aos momentos de sucesso e insucesso vividos pelos seus filhos, tanto nos treinos como principalmente nas competições; Pelas atitudes e comportamentos que tomam durante as competições, perante adversários, árbitros, treinadores e companheiros do grupo a que o seu filho pertence; Pelo auxílio que prestam na organização do regime diário de vida dos filhos, permitindo conciliar as tarefas escolares, os deveres familiares e a sua participação no desporto; Pelos princípios da ética desportiva que defendem e, sobretudo, que praticam. As piscinas têm grandes vantagens e não deverão ser comparadas com as praias ou com o mar, já que não são propriamente coisas antagónicas ou sequer semelhantes, se querem mesmo saber por que é que as piscinas são tão do agrado dos jovens, o melhor é mesmo perguntar-lhes, lá que gostam, gostam sem sombra de dúvida. Para os mais novos e provavelmente para os mais velhos, se não se inibissem de o dizer, o que importa é que nas piscinas conseguem divertir-se, jogar, brincar, passar bons e grandes momentos, é uma questão de opções entre uma tarde calma na piscina ou uma «comezaina» num qualquer restaurante a cheirar aos fritos, passando tardes nas estradas, nas filas de trânsito e saindo sem destino criando momentos de grande irritação para os mais pequenos nestas alturas as piscinas são muito atractivas onde se sofre menos calor passando-se manhas ou tardes em autêntico espírito de saúde que as piscinas municipais oferecem a preços baratos e com qualidade. Sejam pais a tempo inteiro, joguem com eles brinquem ensinando a nadar com técnicos especializados, aceitem o convite dos mais pequenos sendo eles protagonistas de óptimas tardes, Amem intensamente os vosso filhos, ‘disciplinem de forma construtiva, ‘passem tempo juntos, ‘ensinem os vossos filhos a diferenciar o certo do errado, ‘criem respeito mútuo, ‘escutem-nos realmente, ‘dêem orientação desportiva em vez de desportos “ electrónicos” e ‘sejam realísticos. Não existe nenhum consenso no que diz respeito à melhor idade para começar as aulas de natação. Enquanto uns professores de natação defendem que aos três meses o bebé já pode frequentar a piscina, outros preferem que se espere até aos seis meses, uma que o bebé já tem mais vacinas e menos probabilidades de contrair doenças, o bebé pode frequentar a partir dos três meses, dado que é a partir desta idade, em média, que a criança passa a sustentar a cabeça.

Recomenda-se, no entanto, que cada caso seja antecipadamente avaliado. Quanto a probabilidade de contrair doenças lembro um estudo onde 600 crianças dos 3 aos 18 meses, em que metade frequentavas aulas de natação, depois de comparados os dois grupos, verificou-se que não existiam diferenças significativas quanto ao número de vezes em que se registaram doenças e quanto ás causas, a minha experiência me diz que durante catorze anos de experiência profissional nunca conheci um caso de registo por doença em piscinas, mais verificou-se, em ambos os grupos que é a partir dos 6 meses que os bebés ficam mais vezes doentes. É fundamental por precaução sempre que quiser inscrever o seu filho nas aulas de natação para bebés consultar um pediatra por uma descarga de consciência para que nada impeça o seu filho de praticar natação. Os métodos a aplicar na aula variam de técnico para técnico, embora os objectivos se mantenham, o ensino é individualizado e o professor vai contactando com uma criança de cada vez, apesar de os bebés estarem divididos por idades e partilham a piscina com outros praticantes. A aula ocorre de forma organizada com exercícios para todos onde no final de cada aula os últimos dez minutos são para os pais e bebés estarem à vontade, com a ajuda do professor que vai percorrendo um a um. O resto do tempo é para exercícios de respiração e imersão triangular. Importante é que todos os exercícios com os bebés sejam virados para a brincadeira utilizando equipamento didáctico para o efeito.

A temperatura da água deve ser uma das principais preocupações quando se trata de natação para bebés. O ideal é estar nos 30 graus, uma vez que os bebés tem mais dificuldade em suportar o frio e apresentam maior risco de hipotermia do que os adultos sabendo que dentro de agua qualquer corpo perde 24 vezes mais a temperatura do que no ambiente natural. Para evitar constipações, a temperatura ambiente deverá estar 32 a 34 graus. A limpeza e o tratamento da água devem ser outro dos factores a ter em consideração. O cloro é a forma mais comum de tratamento, mas está longe de ser a mais moderna e saudável exemplo os raios ultra violetas, ozono ou cobre. Em todos o cloro continua a ser indispensável, embora em quantidades ínfimas. Na maior parte das piscinas a água é tratada com cloro, mas tem um pH controlado, é esvaziada e reposta com nova água várias vezes ao ano com métodos de filtragem e tratamento fantásticos.
Apesar de estes programas serem normalmente designados natação para bebés (para simplificar), ninguém espera que as crianças de seis meses aprendam a nadar. Só a partir dos 4 a 5 anos é que é possível aprender a coordenar os movimentos dos diversos estilos de natação. Objectivo das aulas é ajudar as crianças a adaptarem-se à água, daí que o correcto nome seja adaptação ao meio aquático. Por isso, e uma vez que o pai ou a mãe estão dentro de água, a primeira vantagem deste exercício passa pelo reforço entre pai, mãe e filho onde tecnicamente se chama de triângulo familiar. Durante aquela meia – hora os pais estão em dedicação exclusiva ao bebé numa actividade super agradável para eles. Por outro lado sabemos que os bebés estão habituados a viver com a família mais chegada e assim aproveita para comunicar com outras pessoas e meninos da sua idade, aumentando assim os níveis de socialização.

A nível físico, as vantagens passam por um aumento da eficácia muscular, aumento da mobilidade articular da capacidade cardíaca, devido aos movimentos efectuados dentro de água. Existe ainda uma vantagem adicional: como a criança gasta energias dentro de água, acaba por ganhar mais apetite e consegue ter um sono mais tranquilo e relaxado.

A actividade de natação para bebés já existe á alguns anos em Portugal, a base teórica – respeitante ao desenvolvimento psicomotor e sócio-afectivo da criança e tendo em conta alguns métodos de trabalho específico já desenvolvido na actividade aquática com bebés, existe uma metodologia própria de trabalho em que ao longo dos tempo se tem feito ajustes nesta área tão interessante em que a base do trabalho visa uma estimulação individualizada da criança, numa participação efectiva dos pais como agentes de desenvolvimento desta actividade tendo esta um carácter predominantemente lúdico. Neste sentido nós professores de natação somos orientadores e mediadores de todo o desenvolvimento da adaptação ao meio aquático do bebé determinando um conjunto de objectivos integrados em áreas; área psicomotora como: respiração, manipulação, equilíbrio e propulsão) e a área sócio – afectiva como o reforço da relação do par na água em que lhe chamo de triângulo familiar integração no grupo e integração no meio orientando a criança no seu desenvolvimento em função de certos valores, nomeadamente na realização pessoal, social, na promoção de conhecimentos relativos ao espaço, aos objectos e ao seu corpo.

O desenvolvimento desta actividade traduz-se em acções de exploração e adaptação motora no seu meio aquático desenvolvendo o carácter lúdico, até ás formas de aquisição mais específicas de motricidade na água, a presença dos pais, neste processo, torna-se indispensável na medida em que é necessário preservar o ambiente afectivo e manter a estabilidade emocional da criança para que o sucesso seja uma realidade.

Para que nas aulas se cumpram os objectivos, sejam eles gerais ou específicos, tendo em conta a faixa etária desta população, o estabelecimento de outras vias de comunicação que não a verbal e a quinestésica, torna-se imprescindível a utilização do material didáctico para facilitar esta tarefa como: brinquedos, bolas, tapetes, rolos, pranchas, arcos, objectos de fundo, escorregas, halteres, cestos de basquetebol flutuantes bem como a utilização de música ambiente adequada ao grupo de bebés proporcionando um ambiente calmo e descontraído com horários compatíveis e no período mais quente do dia com disponibilidade total dos pais. A natação para bebés deve estar organizada por classes, correspondendo a um grupo etário: dos 6 aos 12 meses, dos 12 aos 18 meses, dos 18 aos 24 meses, dos 24 aos 30 meses, dos 30 aos 36 meses finalmente dos 3 aos 5 anos. Esta divisão tem como objectivo criar uma maior homogeneidade dos grupos, baseada no desenvolvimento psicomotor da criança que é diferente em cada um destes escalões etários. As turmas de crianças com idades compreendidas entre os seis e trinta e seis meses tem uma duração de trinta minutos, que se justifica pelo facto das crianças nestas idades apresentarem características muito próprias, em termos de rotinas diárias (alimentação e descanso), atenção e motivação, que devem ser conciliadas com tarefas propostas.

Os escalões etários dos três aos cinco anos têm uma aula com a duração de quarenta minutos, uma vez que estas crianças possuem características psicomotoras diferentes das anteriores, o que traduz num maior tempo de atenção/concentração em relação ás tarefas.

A natação para bebés, visa proporcionar ás crianças, e sempre numa perspectiva lúdica, a promoção do desenvolvimento motor, cognitivo e afectivo através deste líquido precioso a água obtendo uma adaptação adaptada e progressiva, esta prática tem uma componente especial para potencializar a relação entre pais e filhos através de um movimento antagónico constituído de uma aproximação na fase inicial e depois o afastamento na fase posterior, realizado de um modo natural. Por outro lado, possibilita todo um conjunto de sensações alternativas, nomeadamente a nível tactiloquinestésico que passa pela estimulação da criança pela figura paterna/materna. Esta nova situação vai permitir o desenvolvimento da auto-confiança promovendo uma crescente autonomia do meio aquático, desenvolvendo a saúde, pois tem um carácter preventivo terapêutico como a activação e estimulação da respiração e da locomoção.

Dos seis aos doze meses procura-se a estimulação dos reflexos como: reflexo de moro, reflexo da pálpebras, reflexo tónico – Cervical, reflexo do bloqueio da glote. Dos doze aos dezoito meses deve-se procurar desenvolver: a estimulação da flutuabilidade dorsal a imersão, a estimulação do deslocamento vertical e horizontal com o auxílio dos pais, mergulhos na posição de sentado, estimular o processo de respiração bem como a sociabilização.

Dos dezoito aos vinte e quatro meses reforçar a estimulação flutuação dorsal, imersão, respiração, estimular o deslocamento vertical e horizontal, com material auxiliar, promoção de jogos em grupo, estimulação da autonomia afectiva em relação aos pais, saltos na posição de pé.
Dos vinte e quatro aos trinta meses: flutuação dorsal sem qualquer auxílio, imersão/respiração em profundidade, aquisição de propulsão rudimentar, para atingir a superfície, saltos.

Dos trinta aos trinta e seis meses: reforçar todos os objectivos do escalão anterior estimulando a autonomia na água em relação aos pais adquirindo o conhecimento das regras do funcionamento direccionada especificamente para o relacionamento das crianças, aquisição de equilíbrio e propulsão rudimentares, dorsal e ventral.

Dos três aos cinco anos dirigimos o ensino para o controlo da respiração, equilíbrio, imersão, saltos, propulsão realizando batimentos de pernas na posição ventral e dorsal. É fundamental os técnicos que trabalham com estes grupos específicos possuam determinadas características pessoais que considero importantes para o trabalho com crianças, entre as quais, a serenidade, capacidade de manter bom ambiente harmonioso no decorrer das aulas e facilidade de relacionamento tanto com as crianças como com os pais.

O nadador salvador tem também um papel muito importante no funcionamento desta actividade, pois é ele que encaminha os pais e as crianças até à piscina e incute aos professores confiança para o bebé e segurança para os pais!

A natação para bebés é orientada por técnicos especializados. Os bebés, com o auxílio dos pais, conectam-se ao universo aquático através da recreação, profilaxia, estimulação motora, cognitiva, social e afectiva. Garantindo uma vida saudável, auto-pais.

Desde a 1ª aula, os bébés são preparados pelos professores a conhecer e respeitar seus limites no meio líquido, sempre de forma cuidada, para que as experiências adquiridas por estes futuros nadadores, sejam equilibradas e sempre positivas, emocionalmente e fisicamente.

Exercícios como os giros e saltos da borda vão sendo introduzidos de forma gradual, respeitando sempre a idade do bebé e seu respectivo desenvolvimento motor. Os giros são exercícios que dão ao bebé conhecimento e noção de onde estão os seus apoios mais próximos, seja a mãe/pai ou a borda, onde ele possa se segurar. É importante realçar, que o bebé treinado, não salta sozinho para a piscina, se porventura existir um imprevisto e o bebé cai na água, ele conseguirá dar meia volta e segurar-se na borda da piscina “fantástico”.

Os saltos da borda são exercícios que orientam os pais e o bebé sobre a melhor posição de entrada na água, começando pela posição sentada, até conseguirem saltar de pé. A partir deste exercício, o bebé aprende também que tem de ouvir a voz de um acompanhante para entrar na água.

São inúmeros os benefícios que a natação proporciona aos bebés, além de melhorar a coordenação motora, proporciona noções de espaço e tempo, prepara a criança psicologicamente e neurologicamente para o auto-salvamento, estimula o apetite, aumenta a resistência Cárdio respiratória e muscular, tranquiliza o sono e também previne o exercício constante que se faz com os pais. É a inteligência emocional que através de actividades específicas, faz uma aproximação entre todos os bebés, seus familiares e o professor.

Esse contacto é de extrema importância para o desenvolvimento afectivo, já que se sabe que o controle emocional é basicamente formado aos 2 anos de idade. A natação para bebés faz parte fundamental de estudos da psicomotricidade e através do seu conceito que se faz todo o planeamento. Normalmente as aulas de natação são ministradas junto com os pais na piscina até aos 3 anos de idade, para que as crianças tenham condições de aprender com segurança, transformando o medo do desconhecido num ambiente alegre e de autêntico prazer, permitindo á criança mais tarde a sua continuação na prática da natação.

ACTIVIDADE FÍSICA NATAÇÃO PARA GESTANTE

1. Qual é a melhor actividade física para a futura mamã?

A mais indicada é a natação. Por quê?

A vida tem início na água, dela somos e seremos sempre dependentes para a harmonia geral e o bem-estar do corpo e da alma. O bebé nos seus primeiros momentos de vida já é constituído de água a um percentual médio de 75 a 80%. Isso deve-se ao processo placentário, no qual inserido num meio líquido chamado por amniótico, já consegue harmonizar com a mãe, iniciar as trocas de nutrientes e facilitar o desenvolvimento do feto para que este tenha saúde plena durante o decorrer da gravidez. Já é comprovado cientificamente que a melhor actividade física recomendada para a gestante é a natação. Para que a natação tenha êxito e não traga malefícios futuros à mulher e principalmente ao bebé, é importante observar os diferentes aspectos individuais da gestante. É necessário a verificação e o acompanhamento médico antes de iniciar qualquer actividade física. Na escola de natação é feita uma avaliação para identificar os fundamentos técnicos e a harmonia da aluna com o meio líquido, o profissional indicará a melhor turma para a aluna.

A seguir ressalto os 10 principais benefícios da natação durante a gestação:
1.Diminuição do impacto:
- a mulher nesta fase aumenta o peso corporal possibilitando riscos de lesões articulares. Dentro de água o corpo fica “leve”, devido á flutuação, levando a uma desaceleração dos movimentos que inibirá os riscos de rompimento da placenta;
- dá conforto e estabilidade à coluna vertebral, principalmente à lombar;
- joelhos e tornozelos com menor pressão da gravidade (fora de água: 10m/s² - dentro de água: 1m/s²);
2. melhoria do desempenho cardiovascular
– melhora a circulação geral e específica corporal:
  • geral: circulação sanguínea e retorno venoso
  • específica: aumento do fluxo de nutrientes placentários. Devido a vasoconstrição periférica ocorrerá vasodilatação interna evoluindo a hemodinâmica (fluxo sanguíneo interno) aumentando a absorção de nutrientes pelo feto;
  • impossibilidade de varizes, pois a água tem o poder de pressionar a pele (pressão hidrostática), fazendo o papel de uma meia fina;
  • aumento da absorção de oxigénio tanto pela mãe quanto pelo feto, melhoria das funções cerebrais.

3. Diminuição do percentual de gordura
- global;
- localizado;
4. ganho de força
– ajudará na manutenção dos tecidos musculares (fibras) e na estética pós-parto;
5. factor psicológico.
- o bem-estar e a energia “positiva” que a água propicia;
- auto-estima e saúde mental;
6. resistência física
– melhor desempenho e maior disposição para executar as tarefas diárias;
- resistência muscular localizada.
7. Noites de sono tranquilas
– com a libertação de adrenalina durante as actividades aquáticas o corpo sentirá necessidade de recuperação, gerando a diminuição da ansiedade.
8. Gasto calórico altíssimo: até 600 kcal
9. Pode ser feita durante toda a gravidez
Obs.: em alguns casos após os 3 meses (alunos sedentários ou com risco na gravidez).
10. Saúde total para o futuro bebé.
11-OBS. Deve -se evitar de nadar costas durante a gravidez a partir do 3 mês devido á pressão que o bebé exerce sobre a aorta prejudicando a circulação ao próprio bebé e á mãe devido á grande flutuabilidade do corpo como também a barriga da grávida fica fora da flutuabilidade criando grandes pressões na posição dorsal.

Efeitos Fisiológicos da Água no Corpo
1. Nível aeróbio na ordem dos 120 a 150 b.p.m
2. Equilíbrio Cardiovascular coração e pulmões
3. Diminui o peso dentro de água 90% em que o corpo só pesa cerca de 10%
4. (a coluna e as articulações ficam livres de impacto)
Efeito de almofada
5. Efeitos diferentes na água e em terra
6. Exercícios de amplitude
7. Lesões, peso, operações
8. Grávidas / deficientes
9. Efeitos refrescantes
10. A Água fortalece e tonifica
11. Efeito de massagem hidrostática
12. Movimentos de todos os grupos musculares
13. Dissipa o calor
14. Evita o desconforto do suor
15. Todas as idades
16. Relaxamento
17. Tonos muscular diminui (devido ao efeito da impulsão)
18. Efeito terapêutico atingido aos 31 graus e não aos 28, 29
19. Promove o alívio da dor e do espasmo muscular


A Água Promove o Bem-estar Geral


Principais objectivos para atletas de natação

  • Contribuir para a formação dos jovens em todas as suas facetas;
  • Desenvolver o gosto e o hábito da prática desportiva regular;
  • Orientar as expectativas dos jovens num sentido realista;
  • Promover o seu desenvolvimento físico geral, de uma forma equilibrada e harmoniosa;
  • Garantir a aprendizagem e o aperfeiçoamento das técnicas básicas.
  • Principais Orientações para o Treino de Nadadores
  • A prática desportiva é um processo a longo prazo, organizado em quatro grandes etapas: iniciação, orientação, especialização e alto rendimento, que, existindo em si mesmas, não irão ser obrigatoriamente percorridas por todos os intervenientes;
  • As etapas do processo de preparação desportiva diferem entre si pelos seus objectivos dominantes, tipo de organização, conteúdos, meios e métodos;
  • O desporto infantil e juvenil deve distinguir-se substancialmente, tanto na sua caracterização como nos seus objectivos, do desporto dos adultos;
  • O modelo de preparação dos jovens deve garantir a indispensável variedade de experiências motoras e corporais e o adequado ambiente de treino, de aprendizagem e de competição; Não há verdadeira especialização sem que os praticantes passem por fases anteriores de formação que promovam um desenvolvimento progressivo, variado e completo de todas as suas estruturas, funções e capacidades; Cada escalão etário reclama processos pedagógicos – didácticos especiais e orientações específicas, na organização e orientação/ direcção do treino e competição.

“Filho de peixe sabe nadar, este é um provérbio que se tem confirmado. As cores dos pequenos fatos de banho dão vida a uma piscina onde os gritinhos de alegria e o chapinhar são uma constante. É raro ouvir um choro. Para estes bebés, estar dentro de água é uma grande brincadeira. Hoje em dia são muitos os pais que, desde cedo, inscrevem os seus bebés na natação, não só pela brincadeira. O grande objectivo é o desenvolvimento que a natação lhes proporciona. A natação é o desporto mais completo - isso é já um dado adquirido. Como tal, é praticada por gente de todas as idades, de miúdos a graúdos. A natação para bebés é um desporto que se tem vindo a desenvolver e a ganhar muitos adeptos. Há quem diga que já é uma moda. Estas aulas de natação destinam-se a crianças a partir dos dois meses até aos três anos, embora nalgumas piscinas só se admitam bebés a partir dos seis meses. Nesta fase da natação não se pretende que o bebé aprenda propriamente a nadar, mas sim que tire partido das muitas vantagens da natação e que se sinta à vontade no meio aquático. Quanto mais cedo o bebé iniciar a prática da modalidade melhor, porque ainda não perdeu a noção do meio líquido no qual viveu durante nove meses, e assim é mais fácil trabalhar com o bebé dentro de água sem que ele sinta medo. As aulas são normalmente de 30 minutos e os bebés vão sempre acompanhados por uma pessoa, normalmente um dos pais. Mas o tempo não é todo de aprendizagem. Pedro Marinho, professor de natação para bebés há quinze anos a trabalhar em Piscinas, explica como decorrem as aulas: "há um período inicial de primeiro contacto com os pais para pôr os bebés à vontade na água, e depois cerca de 15 a 20 minutos de natação orientada, em que os professores dão indicações que os pais realizam com os bebés." São muitos os motivos que levam os pais a inscreverem os seus bebés nas aulas de natação, mas a razão mais apontada é a de que eles são também adeptos deste desporto. "Eu próprio faço natação há muitos anos e por isso decidi inscrever a minha filha na natação", afirma Paulo, pai da Rita, de dois anos. Mas Paulo não é o único a dar esta justificação por ter inscrito a filha nesta modalidade. Ana Sofia inscreveu a filha Mariana, de 3 anos, pela mesma razão: "é um desporto de que eu gosto muito e quando eu era pequena o meu pai também me pôs logo na natação."

"Há vantagens sobretudo ao nível da função respiratória"
A natação traz diversos benefícios para o bebé, a vários níveis, segundo afirmam os médicos e pediatras especialistas: "há vantagens do ponto de vista motor; a criança desenvolve melhor as suas capacidades motoras e há vantagens sobretudo ao nível da função respiratória." Foi devido a problemas respiratórios que Carla inscreveu os seus dois filhos desde pequenos na natação: "eles têm problemas a nível respiratório e de alergias e, por isso, o médico aconselha a inscrevê-los logo na natação." Mas as vantagens da natação para bebés não se ficam pela função respiratória; estendem-se ao desenvolvimento geral do bebé, segundo afirma o pediatra: "nos bebés pequeninos que ainda não andam e podem inclusivamente nadar permite-lhes ter um uso do seu corpo que não teriam fora de água, o que é um reflexo positivo." Devido ao uso extraordinário que pode fazer do seu corpo, o bebé pode até começar a andar dentro de água mais cedo do que fora de água, o que pode fazer com que venha a andar mais cedo. O facto de o bébé confraternizar com diversas pessoas, desde o professor aos outros pais e bebés da classe, faz com que a natação assuma um papel social muito importante nesta fase da vida do bebé. Também as relações entre pais e filhos ganham com a prática desta actividade, ao saírem fortalecidas. As aulas são um momento de partilha entre pai ou mãe e filho, o que faz com que a relação entre eles se fortaleça. Ana e Paulo inscreveram os seus filhos na natação, e consideram que praticarem esta actividade juntos fez com que a relação entre eles e os filhos ficasse mais forte: "nunca se vêem sozinhos do pai ou da mãe, somos obrigados a vir os dois e isso fortaleceu a relação."

Importância da higiene nas piscinas
No entanto, há certos cuidados que são necessário ter, além de recomendar que o bebé tenha já tomado as primeiras vacinas quando iniciar a prática da natação, é a importância das condições de higiene das piscinas: "a única coisa que eu recomendo é": vá, arrisque a inscrever o seu bebé na natação." O grande sucesso que esta modalidade, destinada aos mais pequeninos, tem tido, traduz-se em aulas completamente cheias: "As aulas estão cheias. É difícil encontrar vaga para estas aulas em todas as piscinas públicas", afirma o professor de natação. Porque a natação é um desporto completo, permite ao bebé ter um melhor desenvolvimento, que lhe proporciona um maior bem-estar e uma saúde melhor. Se este argumento não bastasse, bastaria ver a alegria de um bebé durante estas aulas. Em pequenos fatos de banho coloridos, com touquinhas garridas, agarrados aos pais ou aventurando-se piscina fora com a ajuda das "braçadeiras", no meio de muita brincadeira, vão-se desenvolvendo. E comprovam o provérbio, mostrando que “filho de peixe sabe mesmo nadar”.


Os Benefícios da Natação Infantil no Processo de Alfabetização
O desenvolvimento da personalidade da criança, que compreende as mudanças ocorridas no organismo durante o processo de crescimento e desenvolvimento (comportamento motor, percepção, construção da inteligência, afectividade, aprendizagem) tem merecido ultimamente uma atenção cada vez maior por parte dos investigadores, como assinala. A cada dia novas escolas de natação são abertas oferecendo a prática dessa actividade a todas as faixas etárias, incluindo-se aí desde os recém-nascidos (3 meses) até idosos. Os pais matriculam seus filhos ainda bébés em programas de adaptação ao meio líquido esperando que com isso os mesmos aprendam a nadar. Mas o que muitos não têm em mente é que os benefícios de um programa de natação infantil vão muito além do saber nadar. Sem via de dúvida, a natação infantil é o primeiro e mais eficaz instrumento de aplicação da Educação Física no ser humano, assim como excelente elemento para iniciar a criança na aprendizagem organizada. Similarmente, é possível afirmar, no que diz respeito, por exemplo, ao desenvolvimento psicomotor, sua decisiva participação na construção do esquema corporal e no seu papel integrador do processo de maturação. Dessa forma, o fim que persegue um método de natação não deve ser unicamente que o aluno chegue a converter-se em um bom nadador. Como salienta Navarro (1978), o aluno deve também receber um acumular de experiências que, através das suas vivências lhe enriqueçam e contribuam à sua melhor educação integral. Nesse sentido, a natação infantil não se detém somente ao facto de que a criança aprenda a nadar, como afirmam Navarro e Tagarro (1980), mas sim, que contribua para activar o processo evolutivo psicomorfológico da criança, auxiliando o desenvolvimento de sua psicomotricidade e reforçando o início de sua personalidade. As células cerebrais da criança, até um melhor e mais precoce desenvolvimento de sua psicomotricidade, sociabilidade e reforço do sistema cardiovascular morfológico, a natação como agente educativo quando aplicada a crianças em idade pré-escolar assumirá um papel formativo e totalizador, levando as mesmas crianças que participaram de um programa de adaptação ao meio líquido a se desenvolverem melhor e mais rapidamente, o que fará do posterior processo de alfabetização algo simples e bem sucedido. Podemos inferir, assim como Cirigliano (1981) que um programa de natação para a primeira infância, quando elaborado e conduzido por um profissional competente um Técnico de Natação, assume o papel importante de educar integralmente a criança permitindo: A aquisição do sentimento de "confiança básico", eixo da personalidade e matriz da confiança social; A selecção e gradação dos estímulos sensoriomotores para obtenção de respostas adaptativas mais adequadas e hierarquicamente úteis para a transferência da aprendizagem; A adequação aos estímulos perceptivos motores no preciso momento evolutivo, tornando irreprodutível se oferecido mais tarde com as mesmas características naturais e nas mesmas condições; A utilização da base reflexa antes de sua extinção, para a construção de sistemas funcionais económicos através de propostas sistemáticas de aprendizagem; O conhecimento e domínio progressivo do corpo, que facilitam a formação de uma imagem corporal integrada e rica através da percepção; A formação de base “o construir” da inteligência, a partir das oportunidades oferecidas, em quantidade e qualidade adequadas, de exercitar a sua vontade em realizar experiências; A comunicação entre a criança e o professor (adulto) através do gesto e da acção, canais filogeneticamente mais antigos, como medida prévia para uma comunicação simbólica e integrada em três níveis de expressão: proverbial, para verbal e verbal; A instauração de um vínculo pedagógico personalizado e cooperativo, aberto a mutualidade família – escola de natação, a fim de formar um arquétipo educativo social prospectivamente válido. Assim, a importância da natação não apenas para o desenvolvimento físico da criança mas também para a formação de sua personalidade e inteligência, é algo que não se pode negar. Crianças iniciadas em um programa de adaptação ao meio líquido em idade pré-escolar têm um rendimento mais satisfatório em seu processo de alfabetização.

“Socorros a Náufragos e a sua importância em Piscinas”

Este tema, “Socorros a Náufragos em Piscinas”, é bastante interessante na formação de todos os Técnicos de Natação do nosso País. Uma das razões que me levou a preparar este trabalho foi a intenção de querer interiorizar a qualidade de trabalho na área do socorrismo a todos aqueles que ministram aulas de Natação, sendo também, e confesso, um sonho de poder desenvolver um plano de formação neste Congresso na qual eu já participo à cinco anos.

Mas penso que é importante nunca nos cansarmos de aprender e ensinar a salvar vidas, principalmente o suporte básico de vida que não tem preço, além disso a responsabilidade que cada um de nós tem nas nossas piscinas hoje em dia é indispensável na nossa formação Saber saber, Saber fazer e Saber estar, regras de ouro na formação, regras que se baseiam na vertente teórico-prática que todos devem treinar e ensinar a todos os alunos, área que deve fazer parte da formação dos jovens.

A minha comunicação baseia-se nas estatísticas que demonstram que a maior parte dos afogamentos acontecem por imprudência. O Instituto Nacional de Socorros a Náufragos, regista 90 mortes por afogamento entre as quais 30 são crianças. Na maior parte das vezes sucedem-se porque os banhistas ou os nadadores não respeitam as regras de segurança, nem as suas próprias capacidades descriminando as indicações dos monitores ou dos técnicos de Natação, não falando nas piscinas completamente solitárias não tendo quem os socorra se eventualmente surgir um náufrago.

Os acidentes respiratórios por afogamento não são, infelizmente, tão pouco frequentes pois a falta de prudência nos rios, mares, lagos, principalmente nas piscinas, ou a ignorância que não permite ver onde está o perigo, fazem com que estes acidentes aconteçam não dizendo o dia, a hora e o local exacto. O salvamento nas piscinas ou é uma especialidade do socorrismo cuja prática requer um período de formação bastante alargado não esquecendo também a preparação física e psicológica que um indivíduo tem de ter para ser nadador salvador. Portanto, nunca numa situação de socorro se deve actuar impulsivamente nem se lançarem à água se não estiverem certos das suas capacidades e se não fores um nadador salvador experimentado se não souber actuar com profissionalismo, em vez de morrer um poderão morrer os dois. Se o fizeres, por mais que seja um bom Socorrista, mas se não souberes nadar nunca poderás ser útil à vítima.

Por isso é essencial:
  • Aprender as técnicas de salvamento
  • Aprender e ensinar o suporte básico de vida do socorrismo.

Se estas normas forem aprendidas com certeza haverá menos possibilidades de afogamentos.
Por vezes uma vida define-se por uns escassos segundos, tornando-se difícil a reanimação derivado à falta de oxigénio que poderá provocar danos cerebrais irreparáveis levando na maioria das vezes à morte. Daqui sobressai, como exemplo, a necessidade da formação de mais nadadores salvadores como também incentivar os mais novos a praticarem natação fazendo intensa propaganda a favor da natação e consequentemente proporcionar a estes conhecimentos para poderem vir a praticar uma acção humanitária e altruísta missão de prestar socorro a quem algum dia necessite.

Por conseguinte, todos aqueles que pretendam saber salvar o próximo por afogamento não devem deixar de aprender, ensinar aos alunos ou praticar as técnicas de salvamento e de primeiros socorros tendo recursos e plena confiança em si mesmo e formar-se.

Aconselha-se a todos que praticam a modalidade de natação, principalmente as técnicas de salvamento porque praticando-a com frequência poderão livrar-se pelos seus próprios meios de situações aflitivas ou até mesmo perigosas salvando as vidas dos nossos alunos

Toda a pessoa em condições de prestar auxilio a outrem que esteja em perigo de se afogar não deve hesitar de prestá-lo quer em acção meramente pessoal quer solicitando a cooperação das outras pessoas que actuando em conjunto poderão fazer o salvamento em condições mais fáceis e mais seguras.

Por vezes acontece a quem está aflito dentro de água ocorre uma pessoa intrépida e atrevida mas inconsciente que nada sabe sobre a técnica do salvamento com resultados completamente nefastos.

Há muitas situações que podem surgir nas piscinas tais como um afogamento, uma congestão, um enfarte cardíaco, um desmaio, um choque térmico, um golpe de calor, traumatismo, hidrocução, insolação, etc. Contudo todos nós podemos vir a encontrar situações de emergência como as atrás referidas, a necessidade de sobreviver em condições adversas pois para esta altura de nada servem as previsões porque à que dominar a situação do terreno sem perder tempo, com a devida serenidade e presença de espírito são necessários conhecimentos que podem significar a nossa salvação e sobrevivência referindo aos nadadores salvadores, monitores e técnicos de Natação homens e mulheres alguns conhecedores dos primeiros socorros capazes de actuar em segurança, sendo os primeiros socorros um conjunto de conhecimentos que permitem auxiliar eficientemente.

Ao enfrentar uma situação de urgência à que ter sangue frio e que todo o processo de salvamento tenha sucesso para que o médico ao tomar conta da vítima tenha a possibilidade de êxito.

Penso que nesse excelente congresso poderei realizar esta formação teórica e prática, colaborando na formação de todos aqueles que gostem de aprender socorrismo, todos os monitores e técnicos de natação irão beneficiar com esta comunicação de grande interesse na formação individual de cada um quer na parte teórica quer na prática.

O que é a Natação?

Para dar inicio à redacção deste artigo, entendi que seria importante saber o que dizem os dicionários sobre a palavra “NADAR”. Assim consultei o dicionário da língua portuguesa e diz-nos que nadar é” sustentar-se e mover-se à superfície ou no seio de um líquido, por movimentos apropriados do corpo e de outros órgãos.

Este conceito de nadar abarca apenas a deslocação no meio aquático. Porem, a consulta à palavra “NATAÇÃO” já revela um conceito mais abrangente, em qualquer das duas obras citadas: "Arte, acto ou desporto de nadar".

Num inquérito que em tempos realizei, foi constatar que o conceito se reduz à capacidade de deslocação no meio aquático. Poucos foram os que entenderem nadar como um acto de adaptação à agua que possibilite a deslocação, permanência ou desempenho de tarefas especificas, quer elas sejam desportivas, utilitárias ou recreativas.

Mesmo sob um ponto de vista desportivo, eu como agente de ensino, frequentemente nos esquecemos que a natação é multidisciplinar, estando regulamentadas pela F.I.N.A.,”A Natação Pura”, o Pólo Aquático”, “Natação Sincronizada”,”Saltos para a Água”, não esquecendo outras áreas tão fundamentais como estas Natação para bébés, Hidroginástica etc.

Contudo, convém ter presente que tem surgido novos quadros competitivos que implicam novas adaptações, enriquecendo o espectro de actividades que podem ser desenvolvidas no meio aquático, é o caso da natação de barbatanas, do mergulho em profundidade, e até uma espécie de hóquei subaquático…

Esta introdução que já vai longa serve para que nós que trabalhamos com crianças, nos questionemos da razão pela qual damos tanta importância ás técnicas de natação pura com prejuízo de outras modalidades como o pólo aquático ou os saltos”!? Não cabe aqui fazer análise dos motivos, mas serve a pergunta para alertar os agentes de ensino em geral para as necessidades de começar a diversificar estratégias que contemplem estas modalidades. As razões porque defendo uma mudança de atitude colocam-se fundamentalmente a dois níveis:

1º-Ao nível da educação motora dos jovens
Durante a infância, que é a idade de aprendizagem por excelência é importante o enriquecimento das capacidades motoras e não só, o que pode ser feito, através da vivência de situações convenientemente estruturadas, como a de levar os seus alunos a terem aulas de natação.

2º-Ao nível da motivação
Tenho tido a oportunidade de verificar com frequência, que nem todos estão vocacionados para serem competidores de natação pura. As razões que conduzem os jovens à piscina são variadas, pelo que é necessário proporcionar-lhes alternativas também variadas. De outro modo as estratégias que visam a adaptação ao meio aquático, podem ser enriquecidos pela introdução desta actividade, conferindo ás aulas mais vivacidade.

Convêm que todos os agentes de ensino entendam a natação como um conjunto de actividades eminentemente formativas, quer de qualidades físicas, quer volitivas. Nesta perspectiva é obrigação de todos nós enriquecermos o nosso trabalho de exercícios e estratégias de maneira a contemplar estas finalidades. Natação para grávidas

Através de nossa História, toda a literatura que recomenda “exercícios” durante a gestação é sempre baseada no “senso comum”. Pesquisas, quando realizadas, nunca concluem exactamente o que ocorre durante o período gestacional, pois nem médicos, nem pesquisadores, nem as próprias gestantes querem correr qualquer tipo de risco.

Infelizmente, nenhum padrão de exercícios foi propriamente desenvolvido para gestantes, e alguns trabalhos domésticos são extremamente mais árduos do que uma actividade física bem orientada. Se, por um lado, a comunidade médica falha em pesquisas concretas e estabelece programas pré-natais com base puramente científicas, por outro lado os defensores ferrenhos do desporto promovem programas específicos desprovidos de bases científicas, de avaliações clínicas e supervisão médica.

Há várias discussões, em torno da conveniência, ou não, da prática de actividades físicas durante a gravidez e várias restrições. A única certeza é a de que nós profissionais, devemos proporcionar-lhes uma actividade física agradável e segura, respeitando a individualidade de cada gestante e principalmente obedecendo a regras básicas de bom senso. Temos que ter em mente todo o processo que acontece durante a gestação e que provoca profundas alterações metabólicas e hormonais, modificando respostas às actividades físicas.



Mudanças no Organismo

São várias as modificações anatómicas que ocorrem durante o período gestacional, modificações estas que devemos levar em conta para efectuarmos qualquer actividade física na gestante.

A parede abdominal é a primeira a sentir as modificações: o útero tem o seu eixo vertical e exige dela uma sustentação total, deslocando o centro de gravidade da mulher, o que resulta numa rotação pélvica e numa progressiva lordose lombar. A estabilidade acontece através de um trabalho maior da musculatura e ligamentos da coluna vertebral. À medida que o volume da barriga aumenta, mais a postura da gestante se modifica. Com a barriga maior a gestante força o glúteo para trás – “arrebitando o rabinho” –, o que ocasiona e aumentada, para não cair para a frente o que eu ocasiona dores e desconfortos nas costas e na região lombar. Nalgumas gestantes, existe uma separação nos músculos do abdómen, indo metade para cada lado, formando um “vergão” ou linha no meio do abdómen. Esses “vergões” podem ter coloração que varia do vermelho ao azulado, dependendo do tipo de pele da grávida.

A cintura pélvica (o quadril) tem a sua mobilidade articular aumentada em aproximadamente 60%, uma vez que os seus ossos se encontram unidos por fibrocartilagens, sofrem directamente a acção da relaxina (hormonas produzidos para afrouxar os ligamentos pélvicos). O quadril aumenta o seu tamanho e assim amplia o espaço abrigando o bébé. A gestante para ampliar o espaço e abrigar o bebé e a gestante para andar tem que voltar os pés para fora – Marcha Anserina (andar de pata). O diafragma (músculo responsável pela actividade respiratória) fica pressionado pelo aumento uterino, dificultando a respiração da gestante. O aumento da barriga dificulta a respiração e a própria Natureza encarrega-se de acertar isso, passando a gestante a respirar mais no peito do que no abdómen, no final da gestação.

A respiração abdominal deve ser treinada para se ter os músculos do abdómen fortalecidos, oxigenando também o bebé e realizando o trabalho de relaxamento. O estômago tem um eixo alterado da vertical para horizontal, tornando o processo digestivo mais difícil e simultaneamente terá mais tempo a presença de enzimas digestivas. Durante a gravidez, o estômago desloca-se para cima e para trás, para poder dar espaço para ao bebé, provocando mal estar às gestantes, e para que sintam algum alívio devem comer pouco e várias vezes ao dia, além de evitar alimentos ácidos, fortes e condimentados, que possam dificultar ou tornar a digestão mais demorada.

As glândulas mamárias aumentam o que provoca maior solicitação dos músculos dorsais e peitorais, além de uma flexão anterior da coluna cervical aumentada. Com os seus seios maiores devido ao leite, além de mudanças na postura, existe um desconforto em manter posições por muito tempo. Por exemplo, ficar muito tempo de pé ou sentada causa grande desconforto. Para viver alguns momentos de conforto a grávida deve alternar as posturas que adquire, e sempre que possível alongar o corpo ou simplesmente espreguiçar-se.
Isso mostra que ela está em frequente estado de “exercício”, metabolismo alterado. Por isso, o cuidado deve ser intenso em relação à frequência cardíaca durante a actividade física, seja ela qual for, não deixando exceder nunca os 140 bpm).

O ideal, segundo os médicos, é adquirir no máximo 10 quilos durante os nove meses, se possível, menos de um quilo por mês. Os rins, devido á localização próximo do diafragma, curvam-se para a frente durante a inspiração e voltam ao normal durante a expiração – soltando o ar. Esses movimentos estimulam a eliminação da urina. Esses órgãos sofrem profundas modificações, e a sua eliminação sofre em simultâneo alterações. Se a urina não for totalmente eliminada, podem ocorrer os edemas – inchaços – que tanto incomodam a mulher).

4. Aumento do consumo de oxigénio (com a gravidez, o consumo de ar é elevado e aumenta em função de estar a ser absorvido em simultâneo pelo bebé, por isso e também pela respiração, a gestante está sempre muito cansada).

5. Aumento do débito cardíaco, Em que uma parte uma vez que os seus ossos se encontram unidos por fibrocartilagens pois uma parte está dirigida a tecidos não musculares. Com isso, as taquicardias e a mudança nos batimentos cardíacos são uma constante.

Declínio da actividade do trato gastrointestinal (é muito comum nas gestantes as queixas sobre dificuldade no evacuar, presença de gases e regurgitamento após as refeições; isso acontece pela alteração na posição dos intestinos, que ficam muito “apertados” com o aumento do volume da barriga).

Resistência periférica diminuída (a circulação também é profundamente alterada pelo aumento do volume uterino, além da circulação estará a ser solicitada para alimentação e necessidades básicas do bebé).

Taquicardia acima de 100 bpm, exactamente em função do aumento do débito cardíaco.

Alterações no sistema endócrino (aumento na produção de resíduos, intolerância ao calor e instabilidades emocionais). A disfunção nas hormonas faz com que a gestante seja uma “bomba” de mudanças hormonais, alterando não só as emoções, como também a maioria dos seus hábitos diários.

Aumento da capacidade inspiratória e queda na reserva expiratória, cerca de 15%. Por isso, durante os exercícios respiratórios, deve-se sempre pedir para que a gestante solte o ar por mais tempo do que respire, para eliminar incómodos como tonturas e dores de cabeça.
Aumento do volume sanguíneo (em torno de 30%) e do volume plasmático (cerca de 40%). As gestantes costumam ter as mãos e rosto com coloração alterada em função dessa mudança circulatória.

A temperatura corporal materna está relacionada directamente com a temperatura do feto e pode ser alterada durante as actividades físicas. Em função disso, o trabalho do profissional deve cuidado e ter em conta não só com a temperatura da água, do ambiente, mas também com o tipo de actividade executada nos dias mais quentes.

Modificações Gerais no Organismo Feminino durante a Gravidez

No período gestacional, o aumento de cada célula acontece em função acumulação de líquidos, sais minerais outras substâncias. O Aumento líquido ocorre no tecido e nos vasos sanguíneos e linfáticos tendo uma considerável alteração de volume (inchaços constantes). Os tecidos cutâneos e subcutâneos (a pele) distendem-se alterando consideravelmente a silhueta feminina. A musculatura, impregnada de líquido, tem os seus ligamentos e tendões afrouxados, tornando-os incapazes de funcionar como sustentadores. Todos os movimentos devem ser cautelosos, pois existe um risco maior de lesões nas articulações. Os tecidos cartilaginosos e ósseos sofrem também modificações, mais acentuadas, na cartilagem da sínfise púbica, nas articulações sacro-ilíacas e nos discos intervertebrais, que recebem maior carga durante todo o processo gravídico. Os ossos estão frágeis e com seus ligamentos mais frouxos, por isso, não se deve trabalhar com carga exagerada nos exercícios, para não aumentar os riscos de lesões. O aparelho locomotor apresenta dificuldades devido à diminuição da rigidez do aparelho ligamentoso, o andar da gestante muda – passa a andar com os pés para fora, marcha anserina – e ao ficar parada passa a empurrar a barriga para a frente, alterando assim a sua postura e fazendo com que sinta dores e desconfortos.

Natação para grávidas
Através da nossa História, toda a literatura que recomenda “exercícios” durante a gestação é sempre baseada no “senso comum”. Pesquisas, quando realizadas, nunca concluem exactamente o que ocorre durante o período gestacional, pois nem médicos, nem pesquisadores, nem as próprias gestantes querem correr qualquer tipo de risco. Infelizmente, nenhum padrão de exercícios foi propriamente desenvolvido para gestantes, e alguns trabalhos domésticos são extremamente mais árduos do que uma actividade física bem orientada. Se, por um lado, a comunidade médica falha em pesquisas concretas e estabelece programas pré-natais com base puramente científicas, por outro lado os defensores ferrenhos do desporto promovem programas específicos desprovidos de bases científicas, de avaliações clínicas e supervisão médica. Há várias discussões, em torno da conveniência, ou não, da prática de actividades físicas durante a gravidez e várias restrições. A única certeza é a de que nós profissionais, devemos proporcionar-lhes uma actividade física agradável e segura, respeitando a individualidade de cada gestante e principalmente obedecendo a regras básicas de bom senso. Temos que ter em mente todo o processo que acontece durante a gestação e que provoca profundas alterações metabólicas e hormonais, modificando respostas às actividades físicas. São várias as modificações anatómicas que ocorrem durante o período gestacional, modificações estas que devemos levar em conta para efectuarmos qualquer actividade física na grávida. A parede abdominal é a primeira a sentir as modificações: o útero tem o seu eixo vertical e exige dela uma sustentação total, deslocando o centro de gravidade da mulher, o que resulta numa rotação pélvica e numa progressiva lordose lombar. A estabilidade acontece através de um trabalho maior da musculatura e ligamentos da coluna vertebral. À medida que o volume da barriga aumenta, mais a postura da grávida se modifica. Com a barriga maior a gestante força o glúteo para trás – “arrebitando o rabinho” –, o que ocasiona e aumenta, para não cair para a frente o que provoca dores e desconforto nas costas e na região lombar. Em todas as gestantes, existe uma separação nos músculos do abdómen, indo metade para cada lado, formando um “vergão” ou linha no meio do abdómen. Esses “vergões” podem ter coloração que varia do vermelho ao azulado, dependendo do tipo de pele da grávida. A cintura pélvica (o quadril) tem a sua mobilidade articular aumentada em aproximadamente 60%, uma vez que os seus ossos se encontram unidos por fibrocartilagens, sofrem directamente a acção da relaxina (hormônios produzidos para afrouxar os ligamentos pélvicos). O quadril aumenta o seu tamanho e assim amplia o espaço abrigando o bébé. A gestante para ampliar o espaço e abrigar o bebé e para andar tem de virar os pés para fora – Marcha Anserina (andar de pata). O diafragma (músculo responsável pela actividade respiratória) fica pressionado pelo aumento uterino, dificultando a respiração da gestante. O aumento da barriga dificulta a respiração e a própria Natureza encarrega-se de acertar isso, passando a gestante a respirar mais no peito do que no abdómen, no final da gestação. A respiração abdominal deve ser treinada para se ter os músculos do abdómen fortalecidos, oxigenando também o bébé e realizando o trabalho de relaxamento. O estômago tem um eixo alterado da vertical para horizontal, tornando o processo digestivo mais difícil e simultaneamente terá mais tempo a presença de enzimas digestivas. Durante a gravidez, o estômago desloca-se para cima e para trás, para poder dar espaço ao bebé, provocando mal estar às gestantes, e para que sintam algum alívio devem comer pouco e várias vezes ao dia, além de evitar alimentos ácidos, fortes e condimentados, que possam dificultar ou transformar a digestão mais demorada. As glândulas mamárias aumentam o que provoca maior solicitação dos músculos dorsais e peitorais, além de uma flexão anterior da coluna cervical aumentada. Com os seus seios maiores devido ao leite, além de mudanças na postura, existe um desconforto em manter posições por muito tempo. Por exemplo, ficar muito tempo de pé ou sentada causa grande desconforto. Para viver alguns momentos de conforto a grávida deve alternar as posturas que adquire, e sempre que possível alongar o corpo ou simplesmente espreguiçar-se. Isso mostra que ela está em frequente estado de “exercício”, metabolismo alterado. Por isso, o cuidado deve ser intenso em relação à frequência cardíaca durante a actividade física, seja ela qual for, não deixando exceder nunca os 140 bpm).

Pratique natação sobre a orientação de Técnicos de Natação qualificados e verá que se sentirá bem melhor, você e o seu filho.



Técnico de Natação
Pedro Marinho
Arcos de Valdevez
pedro.marinho5@sapo.pt